
Domingando sem sono na escura madrugada, abro meu Lap Top e exploro os meandros cavernosos das assim chamadas redes sociais, reforçando a certeza de que tão pavorosamente antissociais e carregadas de ódio se tornaram, que delas saio assustado! Procuro inspiração através das vidraças fixando-me nas luzes da cidade ainda adormecida, mas só recebo, com aterrorizante insistência, imaginárias ameaças de imaginários e belicosos mundos semelhantes ao nosso, contra os quais não haverá forças de defesa. Sinto-me, frágil, encolher até ao ínfimo pontinho biológico que de fato sou, perdido na imensidão do universo. Luto com desespero para refazer-me e ver retornada, pelo menos em parte, alguma confiança em mim próprio, até que as pessoas da família começam a afluir, tirando-me da momentânea sensação de ser um ninguém…
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