Revejo antigos poemas que acabo duvidando haverem saído de mim! O que terei eu feito de tão grave que levou o tempo a punir-me e sonegar-me a capacidade de poetar? A minha musa continua a mesma musa que sempre me inspirou. Ela, como eu, envelheceu fisicamente, mas a alma, essa, continua sua, minha, nossa:
“Vem dos teus olhos a luz
que me guia e ilumina,
que me atrai e me seduz,
que me arrasta, me abduz,
que a minha vida domina…
Vem dos teus olhos o alento
que me encoraja, incentiva,
que mitiga meu tormento,
que acolhe o meu lamento,
que minh’alma mantém viva…
E quando teus olhos fito…
Mergulho em seu verde infinito,
às profundezas da paixão!
E nunca erro o caminho
que me conduz direitinho
ao conforto do teu coração!”
Algures no mar…algures no tempo…
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