Sou de poucas palavras e de escutar muito. Silencioso, arrisco um sorriso aqui e ali. Tenho, no entanto, a consciência de que o meu maior risco é o de ser falado como um fulano impenetrável, de mal com a vida, ou doente. Até que seja servido um “gatilho”: uma ou duas taças de um bom vinho, por exemplo, mas pode ser champanhe, que eu também muito aprecio. Em Spirits como whisky e outros destilados eu, presentemente, não alinho. Acionado o gatilho, poderá o meu discurso fazer-me falado como um fulano que não concorda com nada do que foi dito, antes do gatilho, é claro, podendo sair do evento com alguma mal querência, caso os temas deslizem para belicosos campos. Melhor não convidar, pois!
Agora, falando sério e desdizendo o supra afirmado; Não deixem de convidar-me, porque, garanto, sou um bom ouvinte. Bom, silencioso e respeitoso ouvinte. Mesmo depois do gatilho…
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