
Dia de ontem à tardinha, malas e malinhas semeadas por aí, calor senegalês para compensar as temperaturas polares experimentadas em dois meses de Flower Mound. Ar condicionado, Periquita comprado no nem tão “Free Tax” Shop do aeroporto do Galeão. Os queijos foram comprados aqui mesmo, num Pão de Açucar que nada mudou a não ser os preços elevadíssimos. Confesso sentir-me saudoso da confusão de uma casa com quatro jovens que discutiam entre si num inglês difícil de seguir, mesmo com todos os meus anos usando o idioma no âmbito profissional. Eles entendem razoavelmente bem a língua portuguesa mas, salvo o caso da Lídia – a minha netinha que completou 18, eles falam um português bastante pior que o meu inglês. Daqui passamos a seguir a saga dos nossos curitibanos que saíram da casinha da Mônica 24 horas antes de nós para uma escala com pernoite em Miami antes do voo da AA de lá para Guarulhos, que seria sensivelmente à mesma hora em que nós embarcamos num United de Houston para o Rio. Enquanto os nossos voos aconteceram em rigor horário, o deles atrasou bastante. O 777, bem mais novo e maior que o nosso velhinho 767 3, decolou, voou por cerca de uma hora e retornou para uma tentativa de pouso seguida de pouso de volta em MIA com escolta de bombeiros! O defeito ninguém sabe ao certo, mas a confusão foi séria: as nossas netinhas de 6 e 8 foram, com todas as outras crianças, acomodadas no chão com colchõezinhos fornecidos pela AA. Os adultos por lá se viraram em 24 indescritíveis horas de absurda incerteza. Finalmente, na noite de ontem o mesmíssimo 777 com a mesmíssima tripulação, decolou e voou sem mais falhas até chegar a Guarulhos na madrugada de hoje, não sem antes abortar a aproximação e fazer já na final uma arremetida para chacoalhar um pouco mais todos aqueles sortudos. 01:30 da matina, os massacrados curitibanos foram alojados num hotel ali próximo aguardando para hora ainda pouco certa, uma conexão para Curitiba. Fara finalizar: Há alguns minutos, mais precisamente às 19:20 locais, eles ligaram a meio da alegria da chegada ao lar-doce-lar. A Isadora confessou não querer saber de aviões e viagens por tempo indeterminado…
Que incrível essa aventura! Ainda bem que estão todos em segurança e agora (16/1) você tem direito de celebrar a vida em Paz. Fique bem, Nelsinho.
Forte Abraço,
Beto
Obrigado, mestre! Um abração!