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Archive for Setembro, 2022

Elisabeth

Nasci em 44, quando nas ilhas britânicas reinava o rei George VI e toda a Europa estava engajada na brutalidade da segunda guerra. Nessa data, Elisabeth Alexandra Mary seria uma alegre teen ager e, suponho, não imaginava o que lhe estava destinado em alguns poucos anos. Hoje, 70 anos decorridos de reinado e 96 de vida, ali estava ela rodeada de toda a pompa e circunstância a que faz jus, percorrendo os mesmos caminhos da coroação, só que, desta feita, em direção ao sepulcro.

No ano de 1957, tive oportunidade de vê-la de pertíssimo quando, havendo ela optado por circular pela minha cidade do Porto numa viatura aberta destinada ao transporte de polícia, passou muito lentamente pelo local onde me encontrava, comprimido junto da berma da rua pelos agentes de segurança, contra uma multidão indescritível concentrada no coração da cidade. Nesse tempo o Porto era especialmente anglófilo, com cabines telefônicas importadas de Londres, praças centrais poderosamente iluminadas por gigantescos painéis publicitários em néon dinâmico, montados sobre os telhados dos altos prédios, à maneira de Picadilly Circus. Enfim, a rainha influenciou o nome da minha irmã e a mesma anglofilia do nosso pai deu-me o nome daquele almirante de Trafalgar!…

Em tempo: Eu sempre admirei muitíssimo o carisma de Elisabeth II – que me perdoem os amigos antimonárquicos.

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Sábado

O Sol nasceu filtrado, em rubro penetrante que escorria pelas frestas e fenestras até avermelhar o banquinho e a guitarra, no seu cantinho feito um palco iluminado… Em pouco tempo, abria-se, poderoso e quente, neste dia de sábado de céu glorioso. Glorioso e escandalosamente azul! Nina excedeu-se na preparação de um red fish dos gelos, que escapou à voracidade dos bacalhaus para acabar no nosso forno. Enquanto sua alvíssima carne era lentamente saboreada, ocorreu-me imaginar e descrever um daqueles pedacinhos no fundo de um enorme prato ornado com dois arabescos feitos com fios de azeite, um touch de verde com pequeninas folhas. O nome do prato no Menu seria “Poisson Rouge aux fines herbes”, com duas estrelas no Michelin. Degustei mais um gole da minha taça de vinho tinto, fermentado de uvas das castas Aragonês, Castelão e Trincadeira, colhidas nas vinhas das terras quentes do Baixo Alentejo,13,5% GL com excelentes sabores frutados, de 5 euros por litro, como se fosse um “gran cru” de preço extravagante. Como sobremesa, optei por um Romeu e Julieta com queijo de ovelha curado, marmelada caseira feita pela minha irmã, com banana da Costa Rica. Não resisti e fui dormir a sesta…

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Memória

Sobreviver incólume a um inferno de fogo! As três mil almas nas torres gêmeas do WTC neste dia em 2001 não tiveram tal chance e foram imoladas/esmagadas sem dó nem compaixão. Não esqueço, não perdoo…

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