
Dormito enquanto leio, logo, nada entendo do que leio e terei de reler se quiser prosseguir nessa leitura. Interrompo, pois e ponho o Kindle de lado. Retiro a guitarra portuguesa do seu suporte e, meio contrariado, afino a fino cada uma das doze cordas. O leque de afinação é de péssima qualidade mecânica e “pula” nos tensores. Lamento-me uma vez mais por haver comprado um fraco instrumento de fábrica, por valor muito mais baixo do que custa um leque de qualidade. A opção certa teria sido adquirir um instrumento de excelência de algum renomado Luthier por preço estratosférico. Mas falta o combu$$$tível necessário para atingir a estratosfera…
Este texto foi feito há três noites atrás, antes desta última e longa interrupção da internet. Mas, as lucubrações que me ocupavam a mente foram ao tempo interrompidas por três espaçados disparos de fuzil (AK47, AR15, ou similar) no morro aqui na frente. Cidadãos comuns não têm a menor segurança. A lei e autoridade é de quem porta o fuzil. O poder está na rua, já que ao Poder constituído é sonegada a prerrogativa de combater como deveria, esse bem armado poder paralelo…
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De volta ao blog, senti-me na obrigação de fazer um desagravo à minha pobrezinha mas tão rica guitarra portuguesa por tanto nela haver malhado e dela dizer cobras e lagartos. O leque não pode ser tão mau assim afinal e a instabilidade da afinação poderá também estar nos laços mal torcidos. E estes são feitos por mim mesmo sem nada a ver com a qualidade da coisada…
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