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Archive for Julho, 2022

Lembro de haver escrito há alguns anos nesta data, que “Aniversários são comemorações do envelhecimento, enquanto damos vivas à vida que conservamos”. A frase diz o óbvio, mas ajuda a aceitar, com alguma resignação, as ruguinhas a mais, as manchas senis na pele, as dores reumáticas…

Contava ela doces dezasseis, vejam vocês; E hoje ela completa setenta e seis! São meia dúzia de décadas em que, juntos, comemoramos seus felizes aniversários, eventualmente temperados com ingredientes bem amargos, porque os caminhos da vida podem ter trechos de piso por demais difíceis e penosos.

FELIZ ANIVERSÁRIO, COMPANHEIRINHA!  

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Navegações

Na esteira de uma postagem feita por pessoa bem conhecida e considerada no FB sobre a série espanhola “Sin Limites”, tendo como atores principais Rodrigo Santoro e Álvaro Morte, respectivamente nos papéis de Fernão de Magalhães e Sebastian Del Cano em torno da primeira e gloriosa viagem de circunavegação, revisitei e tirei a poeira de uma coleção de doze volumes finamente encadernados e com o nome do proprietário impresso, ou seja, o meu nome. Os volumes foram adquiridos há 52 anos e não estou orgulhoso pelos meus (des)cuidados com sua conservação. “Fernão de Magalhães não traíu”, conta, timtimportitim, o nebuloso processo que levou o almirante luso a procurar o financiamento e a armada necessários a tão gigantesco e arriscado empreendimento junto à coroa de Castela, depois de goradas todas as tentativas de obtê-los do seu próprio rei. A coleção inclui “A Maravilhosa Viagem de Cabral” e outras pérolas de epopeias e tragédias marítimas, tais como “Camões – O Homem e o Mito”, “Preste João das Índias”, “O Naufrágio de La Meduse”. “Peregrinação” – volumes I e II, (estes totalmente impressos em original português arcaico), de Fernão Mendes Pinto!…

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Isadora

É no crescimento das nossas crianças, que mais sentimos o nosso próprio envelhecimento. A alegria, está hoje por conta da nossa lindíssima netinha Isadora, que completa oito anos! Mas… já, oito anos?! A casinha dos Castro Alonso está, pois, bem movimentada para a comemoração.

Feliz aniversário, Isadora!

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A Torre

“Tétrico”, murmurei! “Patético”, acrescentei! O lugar ecoava de tão vazio; vazio de gente, vazio de almas outras que não as nossas, únicas, unidas numa só, no vigésimo piso de uma torre tipo de Pisa, só que muito mais alta e sem inclinação. Grande parte das salas parecem vazias, a julgar pelo painel de informação do andar. Ocorreu-me que era ali que eu era atendido pela minha excelente e falecida pneumologista. Naquele tempo, a torre fervilhava de consultórios médicos e eu não levava para as consultas a preocupação do valor que seria cobrado. Bem empregado e com um seguro-saúde de alto nível, procurava sempre os melhores especialistas. No meu presente a realidade é outra, de aposentado sem seguro-saúde. Os valores são desapiedados e, não tão raramente, anotamos mais mercantilismo que ética médica…

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Dormito enquanto leio, logo, nada entendo do que leio e terei de reler se quiser prosseguir nessa leitura. Interrompo, pois e ponho o Kindle de lado. Retiro a guitarra portuguesa do seu suporte e, meio contrariado, afino a fino cada uma das doze cordas. O leque de afinação é de péssima qualidade mecânica e “pula” nos tensores. Lamento-me uma vez mais por haver comprado um fraco instrumento de fábrica, por valor muito mais baixo do que custa um leque de qualidade. A opção certa teria sido adquirir um instrumento de excelência de algum renomado Luthier por preço estratosférico. Mas falta o combu$$$tível necessário para atingir a estratosfera…  

Este texto foi feito há três noites atrás, antes desta última e longa interrupção da internet. Mas, as lucubrações que me ocupavam a mente foram ao tempo interrompidas por três espaçados disparos de fuzil (AK47, AR15, ou similar) no morro aqui na frente. Cidadãos comuns não têm a menor segurança. A lei e autoridade é de quem porta o fuzil. O poder está na rua, já que ao Poder constituído é sonegada a prerrogativa de combater como deveria, esse bem armado poder paralelo…

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De volta ao blog, senti-me na obrigação de fazer um desagravo à minha pobrezinha mas tão rica guitarra portuguesa por tanto nela haver malhado e dela dizer cobras e lagartos. O leque não pode ser tão mau assim afinal e a instabilidade da afinação poderá também estar nos laços mal torcidos. E estes são feitos por mim mesmo sem nada a ver com a qualidade da coisada…

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Nada mais desalentador, que sentir-me desalentado. Vou modificar: “Como é desalentador sentir-me neste desalento”. Talvez assim: “Que desalentador é este meu desalento”. Não importa, porque o meu desalento permanece, mesmo trocando as bolas à minha atual falta de alento, que rima com (falta de) talento, com tormento e tudo o que mais lamento. Nem trabalhos de manutenção do lar, nem os instrumentos musicais com a devida aplicação estudar. É talvez ânsia de viajar e o presente status abandonar. Acho que Proust não está a ajudar…

Em tempo: Ultimamente noto-me, com muita preocupação, soltando palavrões cabeludérrimos!

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Rica pobreza

Como é rica a minha pobreza! Um pedacinho de queijo “tipo camembert”, um pedacinho de “tipo gorgonzola”. Harmonizando, um tinto do velho mundo vindo do aço inox, sem madeiras, sem pedigree. Fazendo a diferença, o pão especial recheado de uvas passas, produzido por mãos de fada e recém-saído do forno. Sem sofisticação, sem preços altos, o lanchinho foi delicioso e acabou recebendo o status de jantar, após degustar duas fatias do rocambole criado pela mesma fada. O nosso domingo já é de noite…  

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