
Nossos passos seguem os passos dos que nos precedem na trilha do exercício. Meus olhos vão geralmente pregados nas pedrinhas basálticas, umas brancas outras pretas outras ornadas por excrementos caninos. Os pensamentos voam, hora à velocidade bem acima da da luz, para logo em seguida estagnarem sobre o nada; “O que foi que eu disse?” Pergunta-me a minha companheirinha. Pergunta surpreendente e assaz embaraçosa, porque é claro que, se ela falou, eu não terei dado a mínima atenção. As passadas azedam já que eu nunca cheguei a aprender como desculpar-me. A não ser que algo não usual encontremos, como um veleiro de bom tamanho carregado pelo swell e atirado às pontiagudas rochas. Condoída ficou minha alma do mar, pelo destroço, ainda que agradecida, afinal…
Águas vivas, tão revoltas
ainda que tão abrigadas!
Amarras partidas e soltas,
embarcações encalhadas,
esventradas, destroçadas…
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