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Archive for Fevereiro, 2022

Retrocesso

Muito cedo amanheci este derradeiro dia de um fevereiro que ficará na história pelo estupido retrocesso aos tempos da tão temida barbárie dos tanques soviéticos rolando e esmagando nações sob seu jugo imperialista. Putin, cria da KGB, paranoico e ambicioso, está pondo fogo no planeta. Dormi mal pensando no Glib Mick, colega ucraniano nas plataformas de petróleo e em outros projetos. A todo o momento acordava com seu rosto e com o gigante AN225, que “pertencia” a todos nós que tanto gostamos de aviação e os russos o destruíram, ou pelo menos assim foi noticiado. Tentarei, à entrada de março, evitar postar sobre a guerra…

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O Nome da Rosa

Acho que nunca me interessei muito por botânica e por isso costumo dar vexame quando me atrevo a dar nome às flores que me atraem à fotografia. A espécime na foto que ilustra este post, cujo nome nem procurei saber, eu apelidei de “Vida”. Uma concha orvalhada envolvendo um falo, tudo na sugestiva cor da intimidade, ou quase intimidade explícita. Ou tudo isto será tão somente obra da minha mente afetada de septuagenário a meio de um “surge” de saudosismo. A idade é, creiam-me, implacável…

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O Bem-Amado

Aí está, em toda a sua pujança, outro grande ditador. Bem-amado, bem armado, de plenos poderes para cavalgar tanques e canhões a postos para cruzar fronteiras e esmagar os povos que se opõem à força da sua razão, que ele dirá ser a razão da sua imensa força. Várias dezenas de milhões de mortos entre duas grandes guerras, seguidas pela invasão e esmagamento da autodeterminação de tantos povos ao longo de décadas por tirânicas bestas, não terão bastado para aprender alguma coisa…

Em tempo: Uma invasão armada à Ucrânia é uma insanidade que trará consequências imprevisíveis não só para a Europa, mas para todo o mundo.

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Caminhar num glorioso domingo pelo calçadão desde a praia das Flechas até ao fim de Icaraí e volta, desviando para rever o “Central Park” – o Campo de São Bento; Os jardins estão limpos e verdinhos, o espaço organizado e bonito, mas o cheiro da canaleta que cruza a área continua o mesmo – nauseabundo; Boa surpresa, são as esculturas recentemente adicionadas ao parque: Uma, de autoria de Jo Grassini, em bronze, homenageando o grande comediante niteroiense Paulo Gustavo, que perdemos para a peste chinesa, outra de autoria do baiano Obé, representando São Francisco de Assis entalhado no que restava de uma árvore em risco de tombar! Madrugadores, fomos cedo demais para o parque e não pudemos, como de costume, apreciar os trabalhos de artistas plásticos que sempre expõem por alí. O itinerário de volta incluiu um tour por um ou dois “delicatessen” com itens comuns de culinária a preço alto demais, admirando, embasbacados, garrafas de vinho do Douro “Barca Velha” pela módica quantia de 10.000 reais!

Para o almoço, Nina preparou uma “roupa velha” deliciosa, que acompanhei com um vinho branco bem maduro da região de Cantanhede, de custo a anos-luz do milionário Barca Velha, mas que harmonizou perfeitamente…

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Esforçados

A semana escoou-se nos afazeres de manutenção doméstica que temos e teremos, porque queremos, mesmo que sem querer. No evoluir das coisas, há eventuais faíscas no relacionamento, com alguns trovões em um ou outro momento, este ou aquele argumento, porque somos um velho casal e coisa e tal, que também “briga”, como é muito normal e até natural. Não é que eu seja fulano de brigar, até por ser, a meu próprio julgamento, por demais cordato, pacato, de bom trato; Sou ou não sou, meu bem?…Bom, mas concordo que também reajo, geralmente com mal-humorado silêncio…   

O sábado já é de noite

e estamos fatigados

A semana foi um açoite

em trabalhos esforçados…

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Transes

Trabalhos urgentes de manutenção no apartamento tomam toda a nossa atenção, enquanto aumenta a tensão pelas incertezas sobre os rumos a seguir nesta nossa provecta idade. Tudo resulta em afastamento de atividades mais amenas, tais como leitura, criação de poesia e prosa para alimentar o bloguinho… De igual forma, as guitarras continuam enclausuradas na escuridão de seus estojos, mudas e abandonadas. As ideias andam bem sofríveis, tanto para criar e agrupar palavras em frases com sentido e sentimento, como para extrair de instrumentos alguma harmonia e melodia. Agora há pouco, escutava Ray Charles: “You´re the first and only one/Who´s ever had my heart/Wrapped around your finger”! Instintivamente olhei para a mão esquerda da minha mais-que-tudo, mas ela estava despojada de anéis e alianças. No momento, mãos sem adereços, manobra, com cansaço contrariado, vassouras e espanadores. Sei! Não foi isto que te prometi…

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Memórias

Ah! Chegou o fevereiro, muito matreiro. Surpreendeu-me, porque, estranhamente, eu permanecia sintonizado no janeiro, fiel ao janeiro, nem eu entendo porquê. O que fevereiro tem de “milestones” para que melhor o receba? Bem…há os aniversários de nascimento da minha filhinha Mônica (52), da minha única irmã (77), do meu falecido pai (105). De resto, é o mês de vencimento de algumas das habituais e amargosas despesas anuais compulsórias, o que, nesse particular, lhe não confere muita simpatia. Sem esquecer que foi em fevereiro que cruzei a porta d´armas de uma escola militar que na sequência me tomou quase quatro dos melhores anos da minha vida e me expôs a perigos que preferiria não haver experimentado. Pensando bem, o período militar deixou-me, de igual forma e para além dos maus momentos da guerra, indeléveis recordações da caserna, de pura camaradagem, amizade, diversão e, porque não dizer, de insanidade em noites de rebita regadas com muita bebida. Concluo que, afinal, o mês de fevereiro é muito curto, mas contém um volume enorme de indeléveis memórias de vida…

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