
Na noite de ontem, derradeiro dia de novembro, deu-me para folhear minhas caóticas notas e, randomicamente, ler em voz alta para a Nina, muitos dos poeminhas a ela dedicados ao longo do tempo. Seus olhos, únicos, que para mim só dois existem, são tema de boa parte de rimas como esta:
Verdes olhos, minha paixão!…
Eles me fascinam, ofuscam,
Enfeitiçam, enquanto buscam
dominar-me o coração…
Olhos verdes que fulminam,
me perturbam, desatinam,
chacoalham todo o meu ser!
Fugir deles? Nem pensar!
Como poderia eu ficar
sem vê-los ao acordar,
sem a eles me submeter?…
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