
São 07:30 e só agora o Sol vai assomando por entre os prédios lá ao longe. Sinto algumas dores nos braços e tenho a mão esquerda inchada, pelo que tenho dificuldade em manejar a pesada Canon D5 com o longo zoom de 200mm. Depois de alguns disparos, sento à mesa da cozinha junto com a Nina para o café da manhã, que inicio ingerindo uma caneca de água seguida de outra enquanto engulo, um a um, todos os 6 comprimidos prescritos. Comparo-me, parafraseando uma pessoa do nosso círculo que já se foi, a uma galinha catando milho. Depois, a frugalidade do mata-bicho com café forte. E água, muita água. Li algumas informações sobre a tal de artrite reumatoide e, pelo que li, ora vejam só, isso dá mais em mulheres! Sou, pois, um septuagenário com doença de mulher. Reconheço-me irreconhecível em muitos aspetos, desde que deixei de ter o valiosíssimo amparo diário das preocupações do trabalho remunerado, desaguando no vazio do aposentado sem a obrigação de produzir e apresentar serviço. Perda de interesse pelos meus interesses, pouca disposição, falta de atenção: Dia destes, no nada glorioso FB, compartilhei na minha página um texto publicado por pessoa amiga com câncer, sem me dar conta que os meus amigos poderiam concluir ser eu próprio quem estaria sofrendo tal doença.
Termino esta minha mukanda prometendo-me parar de falar em enfermidades…
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