Mergulho em mim, na vã tentativa de encontrar forma de fortalecer-me e solidificar um pouco mais meu coração. Mas, mesmo depois de 20 vezes que me atrevi a assistir um vídeo da Orquestra Holandesa em concerto apresentando temas do filme “A Lista de Schindler”, quando durante o dueto entre a violinista e a oboísta esta última executa seu solo em lágrimas, eu invariavelmente despenco em profunda ravina emocional e choro incontrolável…
Archive for Setembro, 2021
Incontrolável
Posted in Uncategorized on 27/09/2021| Leave a Comment »
“Lunáticos”
Posted in Uncategorized on 26/09/2021| Leave a Comment »

No dia de ontem, às vésperas do início da vindima do ano, eis reunidos em confraternização na “Fazenda Nova”, alguns dos dedicados e experientes rádio amadores, que, tal como o próprio anfitrião, presentemente se entregam aos desafios do uso da reflexão da Lua para suas transmissões de sinais, voz e imagem. Isso não é nada de novo, mas as técnicas e meios vão se desenvolvendo e a troca de experiências é concomitante à troca de amizade. A atração foi a antena parabólica de sete metros de diâmetro e suas instalações eletrônicas de controle à distância, totalmente construídas e montadas pelo anfitrião.
Para preparar e confecionar o alegre almoço deste “Club do Bolinha eletrônico”, muito e muito bem trabalharam as “Luluzinhas” a saber: Elisabete, esposa do anfitrião, Arminda, minha menina, ajudadas pela Paula, filha dos Caria, nossa sobrinha.
Fragilidade
Posted in Uncategorized on 23/09/2021| Leave a Comment »
Com a mobilidade seriamente afetada e dores permanentes nas articulações, a disposição e humor ficaram, afigura-se-me, a distância quase inatingível. Tento, sem sucesso, encontrar posição que me dê comodidade para ler, ou escrever, ou mesmo dormir. O meu caminhar é trôpego e doloroso. Um especialista em reumatologia prescreveu uma boa quantidade de exames radiológicos e outros tantos clínicos, esperando descobrir a raiz disso tudo. Entretanto, ao terceiro dia de ingestão, as drogas receitadas para matar as minhas dores, falharam…
D.Fernando e Glória
Posted in Uncategorized on 20/09/2021| Leave a Comment »

A histórica fragata, em sua privativa doca seca, continua sendo atração a mostrar aos visitantes que a não conheciam e muitíssimo surpresos e encantados ficam durante a visita. Neste domingo forcei minhas combalidas pernas a escalar a prancha de portaló e as íngremes escadas internas, para acompanhar e guiar familiares de Coimbra. Os canhões e baleeiras estão no cais, removidos para trabalhos de manutenção, a mastreação alta assim como todo o poleame foram temporariamente removidos. Do mastro da mezena, só as mesas das enxárcias e um vazio que incomoda quem conhece o navio em sua íntegra. A majestade remanesce, todavia…
Bocage
Posted in Uncategorized on 15/09/2021| Leave a Comment »

Neste dia em 1765, nascia Manuel Maria Barbosa Du Bocage. Aqui mesmo, junto do estuário do Rio Sado, bem pertinho de onde me encontro neste momento. Em tempos pré Covid, quando ocorria a oportunidade de estar por aqui nesta data, não faltava aos mais importantes eventos em sua memória. As comemorações bocageanas estão realmente em curso e vão prolongar-se até dia 30. No entanto, em que pese minha admiração pelo grande poeta, não me sinto com condições físicas para encarar…
Agustina, Agustina!
Posted in Uncategorized on 06/09/2021| 2 Comments »

Confesso minha enorme dificuldade para, conquanto seu grande admirador, entender, na sua plenitude, Agustina Bessa-Luis. Acuso-me, pela frequência com que me perco no decorrer do texto. Retorno, retomo, para pouco mais tarde dar por mim no meio do nada, sacudindo a cabeça em idiótica atitude. Em legítima defesa, tentando encontrar-me em sintonia com a autora, eu leio alternadamente os textos de vários dos seus títulos, de forma concomitante! Isto também não deu muito certo e eu acabo por concluir ter, ou estar com falta de capacidade em razão da idade. Agora estou com medo dela – acho que aterrorizado até!…
Madrugar
Posted in Uncategorized on 06/09/2021| 2 Comments »

05:00 da madruga, noite escura, escuríssima. Cama vazia dela, da minha companheiríssima. Eu durmo mal e incomodo seu soninho com meus gemidos. Encontro-a deitada no sofá do escritório, explorando a net no seu Ipad. “Desde as 04:30”, diz-me ensonada. Prometo-lhe ir em busca de ajuda mais efetiva para as minhas mazelas, que, obviamente, não estão sendo tratadas como deveriam. Segunda-feira está agora ante nós, com céu encoberto e ameaça de chuvicas. Sei que precisamos de movimentar-nos, forçando as doloridas pernas, porque parar não dá não.
Vamos lá…
Antologia
Posted in Uncategorized on 03/09/2021| Leave a Comment »

Nos meus tempos de kandengue, quando na impressão e encadernação de um livro ainda usavam técnicas de Guttenberg, se eu adquiria um novo livro, preocupava-me em separar todas as folhas com uma faquinha, para que fosse possível ler todo o volume, ou, caso não o lesse, não ficar envergonhado se a obra caísse na mão de alguém a quem havia afirmado a pés juntos tê-lo lido, sim senhor!
Cheguei a casa com a Antologia da Poesia Angolana intitulada “Entre a Lua, o Caos e o silêncio: a Flor” e comecei imediatamente a folheá-la, no que fui forçado a separar muitas das folhas levemente coladas umas às outras pela tinta avermelhada aplicada na periferia. Enquanto as soltava, soltava recordações, boas e más, da já longínqua juventude.
Na primeira e rápida folheada, já fiquei com a satisfação de considerar bem aplicados cada um dos apenas 20 euros pagos pela obra. Boa informação sobre as formas de Oratura, ou Arte verbal, sobre os idiomas nacionais angolanos e, muita, extensíssima e rica poesia cantando a terra e suas gentes por autores que remontam aos séculos XVII e XIX, até aos nossos dias, ao longo de 679 páginas!
Aturdido
Posted in Uncategorized on 02/09/2021| 3 Comments »
Aturdidos são meus versos, muito mais que a minha prosa poética. Em outros tempos pretéritos, eu beberia em busca de inspiração e coerência, mas, como sempre, só conseguiria perder-me de ambos. Licores fortes, destilados diversos, destilavam-me os medos dos perigos emboscados nas sombras da ameaçadora mata. Sobreviver era preciso. Ainda é, por tantos outros perigos igualmente letais. Viver é uma aventura perigosa, sim, como não? Até hoje rejeito qualquer explicação do porquê da morte, que, dizem, é inevitável, salvo para os imortais, entre os quais eu teimava em incluir-me. Treta que em parte abandonei, por força dos meus relativamente recentes padecimentos físicos…
Setembrando
Posted in Uncategorized on 01/09/2021| Leave a Comment »
Amanheci em vãs tentativas de escorraçar o setembro, que julgo ter chegado muitíssimo adiantado. Meus meses, desespero-me, não poderiam transcorrer assim, em acelerado, num tempo em que os meus membros se encontram com tão desacelerado desempenho. Recebi, pois, o setembro, com evidente e impotente desagrado…