
Bom dia, Sol. Bom dia, vida! Cada gesto meu parece um teste – o meu silencioso levantar e caminhar em passinhos curtos para fora do quarto, como que verificando a cada passo o funcionamento e capacidade de ser suportado pelas pernas. Descubro que meus olhos conseguem distinguir o caminho entre as sombras da madrugada, acionar um interruptor, alcançar a câmera D5. Minhas mãos permanecem destras para instalar a teleobjetiva e preparar o equipamento enquanto espero o poderoso surgir na elevação que tenho ante mim. Depois, disparo enquanto reverencio a Natura que fervilha de movimento e sobrevivência, no voo de centenas de andorinhas, nos humanos que madrugam a caminho dos seus meios de vida tão ameaçados…
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