
Caminhada matinal sentindo aquela dificuldade que tão recentemente passei a enfrentar. Nina largou da minha mão e afastou-se de mim no seu ritmo de alguns 5kms/hora que eu não mais consigo fazer. O meu passinho hesitante permite-me, por outro lado, ser mais observador do que me rodeia. Por exemplo, camisetas com frases estúpidas ou inteligíveis, ou bem-humoradas tais como: “Rola Cansada Futebol Club” entre os velhos do carteado. Vejo uma vistosa cadelinha com o nome bem visível na trela – Holly era o nomezinho da bichinha que acabara de largar um perfumado presente na calçada, que o bípede que a pastorava tratou, resignadíssimo, de recolher para um contentor próprio que portava. Imaginei que o homem pastorava caninos profissionalmente, porque dele não escutei nenhuma praga do tipo “ HOLLY SHIT!”, que até caberia no momento e que mereceria todo o meu apoio. O que não falta é cagão de calçada, sendo que boa parte dos dejetos são pelos canídeos largados e depois pisados au hasard por mim ou por ti, enquanto de olhar vagueado pelas “atraências” passantes, embasbacantes e impossíveis para quem atingiu a terceira dentição…
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