
Sem condições para acompanhar o ritmo de caminhada da Nina, procuro relaxar-me em passada-de-tartaruga pelas admiráveis belezas de uma manhã iluminada. A pedra de Itapuca em primeiro plano, parece realçar toda a força do verde-azul da Guanabara e suas belíssimas elevações. Lá estão o Pão de Açucar, a Urca, o Corcovado! Lá, longe, ao fundo, a Pedra Bonita. Paisagem linda, da Cidade Maravilhosa tão cantada e tão vilipendiada. De perto, bem pertinho, a realidade acaba por esmaecer toda essa beleza. Paro um pouco enquanto admiro o trabalho dos que mergulham para garimpar entra as rochas os quilos de mexilhão que vão sendo carregados nos botes. A sobrevivência pode ser bem difícil e trabalhosa. Adivinho que depois da colheita, há que preparar e transportar tudo para quem compra, que são os restaurantes que, neste momento, sofrem horrores para conseguirem manter-se. Os meios de vida estão todos nas vascas da morte…
Deixe sua opinião