
…Enquanto estou a Sabadar uma manhã de fortes e ásperos tons de cinza, tão ásperos que sinto arranharem-me a pele. Sentado na varanda, meus olhos travam sobre um ponto no além de enevoado verde escuro. Tristemente me alegro, suponho que por me sentir ameaçado, suponho que por estar vivo maugrado as ameaças. Mas ameaçado eu sempre estive ao longo da minha tão longa e aventurosa vida – Longa, se comparada aos meus familiares que tão jovens se finaram, mas que será muito curta, se comparada à longevidade nas minhas filosóficas expectativas, nas quais naturalmente suponho flanar nas supranaturais fronteiras da física imortalidade. Conheci-me verdadeiramente a mim próprio brincando de imortal, especialmente nos momentos em que graves perigos me espreitavam em tocaias paraletais. Momentos em que tive medo, suponho porque me lembrei de sentir medo, suponho que por sentir que tenho um cú. E, como sabemos, quem tem, tem… Largo, afinal e generosamente, minhas suposições à rédia solta e elas, tal como eu supunha, mergulharam em terrenos movediços das aterradoras e nauseabundas fossas políticas. Optei por abandonar minhas suposições deste sábado de cor cinza mais rascante que palha d´aço…
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