Deveria colocar mais exclamações, mas esta uma que no título coloquei, por pequenina que pareça, é do tamanho do Himalaia. As moças são mesmo admiráveis instrumentistas e eu acabei acachapado pelo tanto de virtuosismo. A live delas foi ontem à noite, mas acordei esta manhã compelido a procurá-las no Youtube. O matumbo era eu, porque elas são consagradas figuras do Choro e só o perdidão aqui, de tão magnífico trio não sabia a existência…
Elisa Meyer, que toca bandolim, banjo, clarinete e piano, fez aflorar em mim a lembrança de um bandolim, que na verdade era um banjo (afinação GDAE), que existia em casa do meu pai junto com uma guitarra-banjo daquelas muito usadas pelo pessoal do jazz´n´blues lá na Louisiana. Aprendi com certa presteza o básico dos dois instrumentos, mas a dedicação e estudo que poderiam fazer a diferença entre arranhar umas melodias e a dominância musical, ficou nas brumas do tempo perdido e jamais achado, em que pesem as experiências tidas em grupos amadores sem expressão, tocando guitarra elétrica ou, eventualmente, contrabaixo. As irmãs são mesmo caso sério! A flautista Corina (flauta transversal) e a violonista Lia (6 e sete cordas) são igualmente virtuosas. Queixo caído para a Lia, exímia nas “baixarias” ao violão. Para quem não sabe, esse “baixaria” refere-se aos arranjos de violão usando e abusando dos baixos, que é uma característica do Chorinho brasileiro…
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