
Estou, estamos, a meio da tarde do dia terceiro dos trezentosessessentaecinco que teremos à disposição, com opções várias de caminhos para a felicidade. Ou para o que, bem entendido, convencionemos a nosso próprio arbítrio, chamar de “felicidade”. Sabemos que a felicidade real é habitual em curta duração, mas sabemos também que ela se estenderá por mais algum (indeterminado) tempo, à medida dos meios de que disponhamos para dopá-la com mais ou menos atrevidas doses de utopia. Porque utopia é sempre doce e realidade tende ao sempre amargo, por tão amarga ser em seu âmago. Felicidade, pode estar, pois, na habilidade de manter a estabilidade de um palatável agridoce ao longo de todos esses dias que, (hopefuly) teremos de vida para viver. De resto, há a felicidade primária, sine qua-non: A sobrevivência a toda essa merda viral…
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