Hoje, penúltimo dia do conturbadíssimo ano de desgraça de vintevinte, despertei contente, se se me consente que contente desperte. É que as permanentes e malfadadas dores que venho há semanas padecendo ao longo da perna esquerda (sempre a esquerda), foram-se nada milagrosamente embora, após injeção intravenosa e mais uma droga oral em adição, de inevitáveis anti inflamatórios. A prescrição, feita por um ortopedista que me garantiu e comprovou pelo raio do xis que o meu mal é desgaste nas articulações, artrite reumatóide e outros nomes feios. Minha capacidade de resistir à dor, fiquei ciente, tem mesmo limite.
A minha maisquetudo está neste momento preparando para a virada, um repeteco de gostosuras tais como rabanadas, aletria, mosaico de gelatina dentre outras já experimentadas na consoada, mas que no meu caso, foram de apreciação assaz depreciada pelas suprareferidas dores que tanto me abalaram naquela noite.
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