
Do Natal ainda os ecos soam forte, as crianças mal se familiarizaram com os novos brinquedos e os remanescentes dos típicos cozinhados e doçuras acabaram de acabar, deglutidos como convém, porque, como nos foi ensinado, nada que alimente deve ser lançado ao lixo. Descartados, só os retalhos já passados e bolorentos de diversas tentativas frustradas de gerar algum texto durante a quadra festiva, que agora releio enfastiado pela falta de substância e outras fortes razões de não publicação. Acordei de uma curta sesta que eterna me pareceu e, ao encetar uns passos, tive a surpresa de sentir como que diminuídas as dores ao longo da minha perna esquerda, que há já alguns dias persistem, infernizando-me dia e noite. “Vai ver que foi milagre pós Natal”, pensei por breves momentos, até cair na realidade de que ela, a malvada, lá continua me martirizando. Aparentemente é trabalho para ortopedista, mas certeza eu não tenho. O Natal é, pois, evento passado e contamos os dias que faltam para o virar de mais um ano…
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