
Meu espaço gerador de ideias, meu outrora tão confortável como seguro casulo por mim próprio criado e onde habitualmente me sentia incontestável senhor daquém e d´além mim, está desolador, rochoso, vazio, nada acolhedor e, dir-se-ia, resvalando fora da minha influência e comando. Assim, conquanto no espaço eu entre amiúde, dele saio em seguida, invariavelmente amargo e sem perguntas a tantas questionáveis respostas. Naturalmente, debito a carga do meu caos ao caos. À tirania da vez, que usa a peste para me privar de ser um ser livre. Preciso convencer a minha alma a aceitar a nossa triste condição. Será difícil, porque, eu sei, a minha alma nunca irá submeter-se…
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