
Na noite de ontem, percorri as ruas da amargura daquela mesma Lisboa que por esta data no ano passado, trepidava em toda a sua universalidade de velha novíssima cidade aberta, atraente e gostosa de se visitar e curtir em todas as suas peculiaridades. Agora, mingua a iluminação oferecida para o Natal deste ano de peste. Tudo está mais pobre, sem brilho, sobre as calçadas portuguesas vazias não se escutam os sons da multitude de idiomas e culturas, dos habitualmente muitos comediantes e músicos de rua, estátuas vivas e outros street performers. Lojas encerradas, esplanadas e restaurantes que ainda sobrevivem a esta tragédia desoladoramente desertos, pontos de interesse na penumbra. O som lamentoso de um solitário violoncelo apressou meu regresso e influiu na minha dificuldade para adormecer…
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