Acordei macambúzio, porque o sistema que pago me atraiçoou e fiquei sem sinal no momento da ignição do segundo estágio, logo a seguir à ejeção do primeiro. Tenho uma especial fixação em ver o foguete reentrar e pousar de volta à terra, feito gibi que virou realidade! Gravação não tem graça não.
Macambuzeei mais um pouco através da vidraça, buscando nos nevoeiros que me cercam, respostas para as dúvidas próprias de idoso nascido na primeira metade do século passado: “Vive la diference!”, diziam-me em bom francês! Eu tinha uma pilinha e duas bolinhas, com serventias a saber: Para se constatar que era machinho, para fazer volume na calça, para mijar em pé. Com o tempo, a natura por si própria me ensinou a mais sublime das serventias dos meus penduricalhos, que tantas e tantas alegrias e prazeres nos deram, sendo esse “nos” relativo a mim próprio e às minhas eventuais e definitiva parceiras de maravilhosa feminilidade!
Mas, se já em outros tempos me haviam taxado de “porco chauvinista” – coisa inventada por uma porção feminina com resistência a ser feminina e daí o queimar dos suportes das maminhas deixando-as soltas à gravidade, enquanto nós, os machinhos, reforçávamos a suportação dos balangandãs substituindo as cuecas samba-canção por “slips” ou “trouces” de seguridade mais confiável, as coisas no presente estão coisando ao extremo.
É que agora querem fazer-me acreditar que devo envergonhar-me da minha condição de homem com H porque isso faz de mim um homofóbico heterocentrado sexista, merecedor do repúdio universal…
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