Tempos difíceis são estes tempos em que o tempo que me resta se escoa pelas malhas da focinheira, sem proveitos palpáveis que não o proveito de seguir com vida. Medito em como está incerto o futuro, enquanto vou caminhando e reinspirando boa parte do dióxido de carbono que rejeito a cada ciclo da respiração. Depois, caio na crua realidade dos meus setentaeseis e do quão minguado é meu futuro. Pondero que deveria ser muito pior no ano em que nasci, quando e onde não fazia qualquer sentido um discorrer sobre futuro, abafado que seria pelo fragor das bombas destinadas a descontinuar o futuro do futuro…
Filtrando todos os devaneios: Haverá futuro suficiente para voar no Natal deste ano?
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