Porque os anos voam
e as vidas se escoam,
eu quero comemorar;
Neste dia que não olvido,
soprei no teu ouvido,
que te queria namorar…
Posted in Uncategorized on 30/06/2020| Leave a Comment »
Porque os anos voam
e as vidas se escoam,
eu quero comemorar;
Neste dia que não olvido,
soprei no teu ouvido,
que te queria namorar…
Posted in Uncategorized on 25/06/2020| Leave a Comment »
Há muito que o vento deixou de levar as palavras. Elas, as palavras, são espadas muito mais letais que aquelas forjadas em toledo e temperadas nas águas do tejo. O vento deixou de ser capaz de as carregar consigo e fazê-las dissipar no éter para que percam seu efeito, como sugeria o velho ditado popular. Palavras são maravilhas que, se usadas com maldade, viram armas infernais. Eis que a palavra-arma está em grande uso nas guerras intestinas das redes antissociais.
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Ainda que eu me desprezasse
pelo que não mais posso ser
Ainda que me desinteressasse
da vida que cansei de viver
E se nada mais me importasse,
e então, escolhesse morrer…
…morrer eu não me deixaria
só para não perder a alegria
de ao teu lado, todo o santo dia,
amanhecer, adormecer, amanhecer…
Posted in Uncategorized on 23/06/2020| Leave a Comment »
…dedilhei sem paixão meu violão;
Não tardou, troquei-o pela guitarra,
que pra ser tocada precisa de garra
e não é de tolerar tocador sem tesão.
Deixei, pois, de lado os instrumentos
e dispus-me então a pensar em nada;
mas pensei em tudo, menos em nada
e dei um nó cego nos pensamentos.
Resolvi ler, que é excelente remédio
mas, sem atenção e com muito tédio,
as palavras soavam vãs, sem sentimento.
O sono! Só o sono me salvará!…
Té amanhã!
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Dias e dias se sucedem
e tantas coisas sucedem
que são difíceis de crer
Depois, analisando o sucedido,
quedo-me pasmo, surpreendido,
como podem tais coisas suceder…
Castelos pretensamente inexpugnáveis que outrora construíra em torno de mim e que, confiante, abandonara para sair, livre, pelo mundo, voltam a acolher-me para isolar-me desse mesmo mundo onde a liberdade murcha. Sitiado, vejo avassaladoras cargas de energia negativa carregando sobre nós na forma de pestes viróticas, de pestes políticas, de bestiais pestes humanas, enfim. Eu, confesso, estou com medo; e você, não está?…
Posted in Uncategorized on 16/06/2020| Leave a Comment »
Minhas mãos acompanham-me a idade: Têm manchas senis, veias grossas no dorso, as palmas estão castigadas e, em sua brancura, transparece em profusão o azul venoso. Das calosidades do trabalho pesado de outros tempos, nem sombra; só as calosidades nas pontas dos dedos da mão esquerda, de tanto trilhar as cordas das minhas guitarras. Mas as chamadas linhas da vida continuam inalteradas, “legíveis” por uma competente cigana. Recordo aquela velha de longas, complicadas e rodadas saias, com pano suficiente para fazer uma tenda de campismo; Eu teria os meus doze e sentia-me bem importante com os meus ralos pentelhinhos.
Na palma da minha mão,
vejo-me as linhas de vida
onde a minha sina foi lida
por velha cigana d´então
Pensativo, olho-me a mão
assim, engelhada e venosa
recordo que a cigana d´então
por algumas moedas de tostão
anteviu-me uma vida ditosa
A velha cigana segredou
com ar sério e verdadeiro
o que a minha mão lhe contou:
“seria mulherengo, putanheiro…”
E que das águas do mar
um navegante eu seria
e do outro lado desse mar
felicidade eu encontraria
E disse-me que eu casaria
com uma lindíssima dama
e que com essa bela dama
um rancho de filhos geraria
Que seria longa, a minha vida
a julgar pelo que na mão lia
mas não disse quão sofrida
essa minha longa vida seria…
Quase tudo a velha acertou
do tanto que ela me falou
para merecer o seu pão…
e agora da memória avivo
porque eu ainda estou vivo
olhando as linhas da mão.
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Com versões mais curtas e rápidas de caminhadas matinais pelo calçadão da praia, quebramos em parte, os malefícios dos benefícios de em casa nos resguardarmos. Não estamos interessados em pela peste sermos “covidados” e por isso procuramos proteger-nos. Afinal estamos na faixa de maior letalidade, que é dos 70 aos 80, a dar crédito à informação na página da Transparência dos Registros Civis. Temos a consciência de que o vírus é mesmo perigoso e a quantidade de óbitos não deixa dúvidas. Por outro lado, com as devidas precauções, é imperioso tocar a vida para a frente, porque não será tão cedo que teremos medicação de efetividade completa. Estagnar é a certeza de que outros males nada menores que o vírus em si, aportarão e, rápida e seguramente nos destruirão física e psicologicamente.
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Fernando Pessoa é das pessoas que muito me têm influenciado e continuam influenciando no mundo das letras. Especialmente na poesia. Não raros escritos meus deixam escapar uma réstia por vezes nem tão ténue do seu estilo por mim tão admirado, sem contudo cometer o erro de tentar imitá-lo, seja a ele próprio ou aos seus heterónimos. Pessoa nasceu no dia de amanhã, 13 de Junho, no ano de 1888. Bem conhecido que sou por jamais lembrar datas de aniversário, seria de cantar Aleluia; Mas a verdade é que quem anunciou a data, foi a Pat Escobar, filha da Ruth Escobar de tantas lembranças.
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Continua linda, a minha namorada!
E ela, a esta altura, ainda atura minhas singularidades!
Bem, às vezes ela fica bem zangada com as minhas emmimmesmalidades.
Silenciosas, obtusas, decarafechada. Às vezes ela me deixa envergonhado e então ensaio sozinho em frente ao espelho, alguns dos sorrisos tão do seu agrado: O espelho ri de mim, diz que tô “velho” e ridículo! Agastado, meu sorriso resulta forçado, descascado, sem agrado, amarfanhado. Melhor, pensei, continuar a sorrir como sei…
Neste dia dos namorados eu prometo sorrir como nunca sorri, mesmo para tentar compensar a falta de um presente que, como de costume, não adquiri.
Eu te amo, companheirinha!
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Já é dia de Camões lá no terreiro. Tal como ele, na pátria lusitana nasci, cresci, por ela de peito aberto me bati, de alma lusa permaneci, envelheci e, se tal fosse possível, do leito da morte bradaria que de alma lusa morri. De Camões meu idioma recebi, que orgulhosamente conservo e uso, ainda que adoçado e aromatizado com tropicais temperos; Meu passaporte é único, com as quinas estampadas nas suas páginas, que desfolho com orgulho, mesmo sabendo que tanto sebento traidor se atreve a dizer-se português…