Por certeza, só tenho a de que sou matéria viva na natureza, que à natureza matéria morta retornará, assim que “Da lei da morte me libertar”. Na celeridade do tempo, dominguei ainda mais lento; exasperante de lento. E divago, introvertido, divertido, por insanos pensamentos brincando de ser imortal neste meu estranho, estático e perigoso mundo! Um mundo paradão e sepulcral onde a dominância de milhares de milhões de bípedes entre os quais me conto, têm sua dominância contestada por andaço viral. Algo neste planetóide está muito mal…mas isso nada tem de original.
-Ou será que tem?…
Archive for Maio, 2020
Certeza
Posted in Uncategorized on 17/05/2020| Leave a Comment »
Do casulo (52)
Posted in Uncategorized on 16/05/2020| Leave a Comment »
Adiamentos podem ou não ser mal vindos. Este que ontem nos foi anunciado é dos muito mal vindos, por ser mais um atraso para os meus planos e o prolongar do estado de sítio que inferniza os meus eus. “Nada podes fazer para mudar isso!”, dizem-me; Precisamente! A constatação da minha impotência para contrariar o status quo! O afã de fazer valer o meu querer de pessoa que teima em querer ser livre neste tão cantado terceiro milênio. É isso, porque no milênio anterior experimentamos forçados e angustiados perrengues e esperas em situações críticas e de desumanas incertezas que desejamos “nunca mais”. Quando é que se inicia mesmo a Era de Aquárius?… Em “Hair”, eles prometeram-me para este milênio, liberdade, paz e amor, sem armas, sem tiranos; Sendo, bem entendido, estes tiranos, tal como nós, seres bípedes biológicos, só que com massa cinzenta amalgamada com elementos fecais. Em “Hair”, não foram lembrados os vírus e bactérias que de quando em vez invadem, bagunçam e eventualmente fazem parar o nosso complexíssimo e frágil sistema eletroquímico…
Geringonça
Posted in Uncategorized on 15/05/2020| Leave a Comment »
Para um hipotético livro que jamais verá da impressão os tipos, escrevi há anos o seguinte texto:
“…aqueles eram tempos de regime instalado por processo indireto, fechado, aferrolhado, mutretado em partido único, de legitimidade autocrática…” E continuava: “Hoje em dia os tempos mudaram, os regimes que se foram instalando assim o foram por processo direto em sufrágio livre, universal, de lisura democrática, mas logo em seguida fechados, aferrolhados, mutretados em coligações de siglas várias, no sentido de monopolizar o poder decisório, ou seja, fundidos em partidos únicos e plenipotenciários de legitimidade cleptocrática…”
Em suma: quem ganha não leva; Os coligados vencidos governam a seu bel prazer e os ganhadores submetem-se ou resignam. Modernamente, criação da fauna política da minha mui amada pátria lusa, tal tipo de “desgracia” é apelidada de “A Geringonça”. Parece que o modelo foi exportado…
Invejo!
Posted in Uncategorized on 14/05/2020| Leave a Comment »
“Oi Nelson Que bom ter notícias suas e saber que estão bem !!
Japão está bem relaxado Não há um lockdown verdadeiro Estou trabalhando alternado entre office e home e meu filho está tendo aulas on line mas fora isso continua normal A maioria dos bares e restaurantes estão funcionando Muitas lojas também Parques públicos abertos”
A mensagem acima é copia/colagem direta do “Message” do FB; A minha amiga Débora é engenheira paulista ex Embraer presentemente contratada pela Mitsubishi aeronáutica, residindo em Nagoya, Japão, onde ninguém usa a desgraça de um surto virótico para empurrar a economia, por decreto e à força, para o precipício e provocar o caos, a fome e a desesperança, com o intuito de obter ganhos políticos e promover golpes de estado.
Ah! Como invejo esse pequeno grande país de compactados 128 Milhões de almas de enorme capacidade de trabalho, perseverança, respeito e disciplina cívica! Tudo isso contido numa brilhante embalagem de Orgulho Pátrio!…
À Hermosa Liberdade
Posted in Uncategorized on 13/05/2020| Leave a Comment »

Trinados tristes, triste alegria
a guitarra por companhia,
braço dado com a poesia
que no peito a opressão mitiga;
Nos versos que agora faço,
dos meus passos deixo o traço,
sejam sucesso ou fracasso,
nas rimas da poesia amiga…
Nestes tempos tão amargos
suspiros juntam-se aos ais
incertezas e riscos largos,
confinamentos, embargos,
liberdades, por onde andais?…
Já é outono na minha idade
É (sempre) primavera, na Liberdade!…
Medo
Posted in Uncategorized on 12/05/2020| Leave a Comment »

Até ontem, dia 11, o Brasil apresentava, por resultado do surto de C-19, 50 óbitos por cada milhão de habitantes, conforme gráfico de dados mundiais acima. Isso coloca o país numa posição um pouquinho acima dos resultados no mundo em geral, mas extremamente baixo em relação a países europeus e aos EUA. Sabemos que esse número vai subir, como estão subindo também nos países que estão já a promover a abertura para estancar a desastrosa sangria econômica. Haverá, sem dúvida, muitas mais mortes a lamentar em consequência direta do surto, até que medicação efetiva seja alcançada. No entanto, se o planeta continuar estagnado por mais tempo, crescerá a outra calamidade já em curso, que é o desemprego, a miséria e a fome, crescendo em consequência a curva da mortalidade pelas doenças relacionadas à desnutrição e falta de meios. Seguem-se o descontentamento, a baderna de rua, a violência e até o pior: a guerra.
Escolhas e decisões precisam ser rápidas…
Aplauso
Posted in Uncategorized on 11/05/2020| 1 Comment »

Sorri e agradece o artista, sob a cachoeira de aplausos que sobre si jorra simultaneamente dos dez andares de frisas acima. Sua música delicia e alegra a alma dos condôminos e mães homenageadas, enquanto mitiga amarguras e maus humores gerados pelo confinamento. O agradecimento é nosso ao Ricardo Nascimento, excelente trompetista forjado nas bandas militares e temperado nos palcos, ultimamente acompanhando a cantora Mona Vilardo.
Enquanto escrevo estas linhas, lembro de menino as várias e sempre goradas tentativas de tirar algum som de um trompete ou de uma simples corneta. Delas eu imaginava-me extrair melodias como o fazia Eddie Calvert, jazz n´blues rivalizando com o Louis Armstrong, improvisar ao cair da tarde, como o fazia o malogrado Zé requinta nas noites quentes de verão da sua varanda naquela aldeia milenar das minhas origens. Mas topava na embocadura e na falta pura e simples de pulmão…
Mães
Posted in Uncategorized on 10/05/2020| Leave a Comment »

Há uma semana que as mães estão em evidência, como se em evidência elas não estivessem a cada sístole dos nossos corações de filhos, por elas tão engenhosamente construídos. Mesmo que esses corações apresentem aqui e ali rateadas no funcionamento, não obstante aqueles de sentimentos endurecidos, talvez até desapiedados, elas, as mães, lhes hão dado vida para que, incessantemente, pulsem, pulsem, até seu último pulsar…
Bem-haja, a todas as mães do planeta!
(Foto: Maravilhoso almoço by Nina, que diz não ser minha mãe quando as coisas azedam!)
Arbítrio
Posted in Uncategorized on 09/05/2020| Leave a Comment »
Refugio-me num isolamento pessoal, toda a vez que a Nina surfa naqueles insuportáveis canais de televisão ao serviço dessa burra ditadura à qual estou acorrentado, passando constantes ordens e proibições, além de imagens aterrorizantes de valas e valões esperando os esperados mortos, do tipo daqueles que se vêm nas fotos da segunda guerra. Fico em pânico, quando passa aqui na rua um carro de som ditando ordens, semeando palavras tais como “proibido”, “vedado”, “obrigatório”… Corro a olhar para me certificar de que, pelo menos por enquanto, os arautos dos grandes irmãos não estão armados. “Questão de tempo, acreditem, se este estado de coisas se prolongar!”, pensei…
Arrazoado ao vazio
Posted in Uncategorized on 08/05/2020| Leave a Comment »

Nestas condições, proponho-me arrazoar sobre o vazio, pois, posto que está vazio, nenhum conteúdo espero ver ou sentir sair do vazio para agredir-me ou sequer criticar-me, mesmo que sobre ideias vazias de ideais tão vazios quanto o vazio deste meu arrazoado. Mas, aprendi quando criança pequena na escola primária, nem sempre o vazio se encontra vazio como pode parecer, por haver daquele mesmo ar que respiramos, enlatado nesse vazio. Podemos então esvaziar o vazio com uma bomba de vácuo e obter o vazio absoluto, semelhante ao que pode ser encontrado nos crânios de alguns nada poucos exemplares da fauna política…