Hoje é feriado, por defeito, dia do trabalhador, não do trabalho, que trabalho é palavra em completo recesso. A cada dia dos intermináveis feriados desta aparentemente suicida reação a um vírus, legiões de desempregados desembocam nas ruas da amargura, da miséria, da desesperança e da fome. Meu stress e consequente má influência no meu funcionamento cardiovascular está na razão inversa da rápida descida dos meios de sobrevivência ao mais fundo dos poços.
Enfastiado deste isolamento,
reajo mal a todo o momento
com humor de má catadura.
Mas neste meu mau reagir,
não há um insultar ou agredir,
sequer uma palavra mais dura;
Tão só um tal gritar do silêncio,
que no meu silêncio perdura…
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