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Archive for Abril, 2020

Eu digo que a preocupação aumenta a cada minuto. E como ficaram longos e penosos os nossos minutos! Porque a insanidade está mundialmente estabelecida a todos os níveis, muito especialmente a nível dos que, em seus respectivos países, se fizeram eleger para as lideranças dos poderes, alardeando-se superpreparados para decisões para as quais, oh previsível surpresa, estão completamente despreparados. Detalhe: Nenhum nome escapa, seja esquerdeiro ou direiteiro, porque todos eles são, tão somente, desonestos oportunistas. Restava-nos a esperança nos magos dos laboratórios e nos médicos-de-palavra-d´honra , mas estes estão também manietados pela matilha infame, que parece determinada a garantir o maior estrago e mortandade possível para, das cinzas fumegantes, atingirem seus miserandos objetivos.

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Olha…Não chora não!

Me dá aqui a tua mão

enlaça teus dedos nos meus…

Sentiste? Meu coração bateu

em exato uníssono com o teu,

ainda síncronos, graças a deus!

Temos as nossas coisinhas,

querelas, discussõezinhas,

com um ou outro dissabor

Sou nem metade do que era,

reconheço, mas espera:

não há entre nós desamor!

Afetou-nos a quarentena,

impaciência não é pequena

de estática de amargurar

Internos no sanatório geral,

espécie de alienismo mundial!

Deu a louca no mundo, quem vai escapar?…

 

 

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Cloroquina

Quem nasceu, ou como eu viveu boa parte da vida em África, no meu caso em Angola, ingeriu de tempos em tempos produtos farmacêuticos destinados a prevenir a ocorrência da malária, ou paludismo como mais comumente chamávamos a malária. O produto era fornecido em comprimidos, sendo que quem estava inscrito num dos sindicatos de trabalhadores, dele recebia gratuitamente esse medicamento. O mais comum desses produtos era RESOQUIN, ou Resoquina, que tem como substância ativa, a CLOROQUINA. Era também bastante usado o QUININO, que é a base da Cloroquina. Havia mais produtos, como o Daraprin, que é uma pirametamina também destinada à profilaxia da malária. A Cloroquina e o Quinino são, pois, nossos velhos conhecidos e amigos. Se nós tomávamos ciclicamente a Resoquina cuja substância ativa tem, em conjunto com outros fármacos o benefício de contrariar ou resistir ao avanço do Corona na falta de uma efetiva vacina, não usar o produto para tentar salvar algumas vidas, parece-me ser indefensável. No estado do Texas, com uso da Cloroquina, de um grupo de 150 infectados, houve ZERO óbitos; Em outra região dos EUA com séria rejeição política ao uso do medicamento, no mesmo período, em um grupo de 140, verificaram-se 30 óbitos! Ainda resisto à ideia de que a rejeição ao medicamento seja com intuitos políticos, porque nesse caso e se confirmado, estaremos na presença de crime hediondo. A História, mais cedo ou mais tarde, julgará, acreditem-me.

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Quem ordena

Noto meus braços com mais manchas senis e derrames de pele, ultimamente. Não irei culpar o vírus, pelo menos diretamente. Mas o isolamento tem influência, porque sobra mais tempo para dar atenção aos pormenores do meu envelhecer. Velhice, dizem, é uma merda! Até pode muito bem ser mas, concordemos, só não envelhece quem já morreu. Mas sim, encontro-me naturalmente de humor alterado e macambúzio, porque sobram razões para esse meu sentir. E não me digam para me alegrar porque eu poderia estar entubado, de respiração assistida, etecetera et al, porque uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Eu deveria estar onde tão soberanamente desejo estar, não fora este um período em que meus desejos, neste transe da desventura, são quem menos ordena. Se ao menos eu pudesse cortar meu cabelo…

 

 

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Assustador

Vejo que a hidroxicloroquina ajuda a contrariar o coronavírus, mas só dependendo de se és ou não  alinhado com a cor política dos que no produto veem uma esperança de tratamento positivo. À medida em que a essa pavorosa mistura da peste viral com a oportunista peste política vai sendo adicionada a componente da ruína econômica e consequente fome, poderão reunir-se as condições para acontecimentos muito mais drásticos…

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Pale Horseman

Felizes momentos podem ser só momentos nos intervalos dos tormentos. E é nos piores tormentos que mais recordo os felizes momentos. Desfolhar fotografias é desfolhar páginas da minha memória, trazendo de volta o que tenho de mais certo tirando a morte: O passado. Porque o futuro da minha vida em vida, separando tempos de guerra, poucas vezes terá sido tão incerto. Reconheço que as ideias expressas nestas linhas são tão ululantemente óbvias, que podem nem a mim fazer sentido escrevê-las. Mas foi o que se me ofereceu enquanto desfilava imagens empilhadas nos arquivos, até me sentir enfastiado. Fastio desta vida, mas certamente não da vida, ou seria ilógico trancar voluntariamente o que dela, da vida, ainda me resta, com o intuito de me poupar à passagem do Cavaleiro da Peste e no meu casulo procurar esconder-me do Pale Horseman que, com sua implacável foice, anda por aí rondando para concluir o serviço…

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Inveja

Verde ao lado

O verde aqui ao lado está mais verde sob a chuva mansa e a manhã de pouca luminosidade. Imagino-me a subir um daqueles acessos às trilhas que penso ali existirem, talhadas pelos moradores adoradores criadores e tratadores daquela pequena floresta de paz e passarada. Ali, penso, o isolamento será prazeroso e medicinal; Tento, debalde, aspirar um pouco dessa mistura para mim, daqui, da janela do meu quarto do meu claustro, no décimo andar sobre esta alta pilha organizada de concreto estaqueada sobre concreto sem uma pequena floresta como aquela ao lado, invejável pequenino grande paraíso verde. Temos aqui, é certo, um jardim razoavelmente cuidado – melhor que nada, mas ah! Que pena não termos um florestinha para chamar de nossa…

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Nulidade

Amanhecendo a segunda feira sem promessas, sem detetável réstia de fertilidade imaginativa e com o humorassimassim, perdi meu olhar pelos poucos livros-livros físicos palpáveis que ainda restam na estante. Olhava-os sem os ver, apenas os contemplava, eu acho. Acabei abrindo um deles de forma randômica. Ali estava um dos contos de Machado. Sem sequer olhar o título, meus olhos percorreram as linhas que autoelegeram e transmitiram para o meu cérebro; Cérebro que no momento é mais estático que as atividades produtivas no planeta corona. “Porque seria que Machado era fissurado em viúvas?!” Sim, ocorreu-me que em muitos dos seus contos elas, as viúvas, com frequência compõem seus curtos enredos românticos! Desfilei por alguns Eça, Oswald, Drummond, Bessa-Luis…Bocejei berrando e ri da minha própria grosseria. O dia vai dar nulo.

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Os dias de confinamento decorrem, enquanto concorrem para aprofundar o garimpo e exposição de velhos pecados do relacionamento, até serem questionados os reais valores de algumas poucas mais-valias que sobram de todas as descortinadas desvalias. A verdade é que começo a notar-me um estorvo. Alguém assim, como “aquela pessoa” a quem Jane Austen se refere na frase “Sometimes, the last person on earth you want to be with, is the one person you can´t be without”, em “Pride and Prejudice”.  

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Observava a minha maisquetudo a cortar a duríssima casca de um pedaço de abóbora usando uma faca de cozinha que eu acabara de afiar. A cada centímetro de avanço daquela lâmina por entre as fibras da casca, sentia através do meu corpo um calafrio, pensando que eu preferiria não comer nada com abóbora. Um golpe profundo e a necessidade de recorrer à emergência de qualquer hospital para dar alguns pontos, poderia mudar radicalmente as nossas vidas e acabar bastante mal.

Surgiu uma esperança de resolver a questão da vacinação H1N1, poupando-nos a provável exposição numa fila: Existe uma movimentação da administração do nosso condomínio, para que o grande número de moradores idosos seja vacinado aqui mesmo. Por outro lado, é preciso voltar ao supermercado para reabastecer, enquanto existe o que comprar, porque a ferocidade do vírus político parece ser tão ou mais ameaçadora que o C19.

Bem que gostaríamos de estar junto à familinha de Curitiba. O vôo marcado e comprado com antecedência para o próximo dia 7, a Latam já cancelou há uma semana atrás. É a realidade da submissão aos podres poderes virais e políticos erguendo novos muros de confinamento em torno dos que até há pouco acreditavam ser cidadãos livres…

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Primeiro de Abril!!!!!

O ideal seria alguém soltar esse brado para dizer que tudo o que se fala, escreve, o que não se faz e se deixa de fazer com o ataque viral em curso, não passa de grossa mentira e que tudo, tudo, tudo, continua normal como era, ou se pensava ser antes do carnaval. Sim, ainda teve carnaval em toda a sua pompa de opereta e habitual mijação de rua pelos blocos de foliões

Hoje fico por aqui…

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