“O que será ser feliz?”; ecoou a minha companheirinha esta manhã, após tal questionamento lhe surgir em alguma matéria que ela estava lendo na internet. Dispus-me imediatamente a responder: “Ser feliz é…” Queria ter concluído com um “É ser feliz, oras!” Mas o silêncio que se seguiu não foi até este momento quebrado com a volta ao tema. Eu não consigo responder e essa é a crua realidade. Felicidade é mesmo de difícil definição porque é um sentimento relativo ao nível de ambição e expectativa de realização material ou status social, ou mesmo de vida amorosa. Raramente as pessoas se consideram totalmente felizes apenas por continuarem vivas e certamente não se incomodariam em ser, supostamente, muito mais felizes, se tivessem um pequena fortuna…
Se era um teste, eu concedo duvidar que ela, ao termo de 57 anos de vida em comum, entre namoro e casamento, se sinta de fato o que se possa chamar de “Feliz” assim mesmo com “F” maiúsculo com este fulano com quem convive agora ininterruptamente, encarcerada num pequeno apartamento por conta da pandemia e que ao longo da vida trabalhou como um louco, mas sempre tomou decisões e rumos contrários à sua vontade.
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