“J’avais dessiné / Sur le sable / Son doux visage / Qui me souriait”…
A Voz límpida, sonora, romântica, fluía dos sulcos do disquinho de 45 rpm através da agulha sem pedigree, até se abrir aos meus ouvidos e sentidos pela boca do alto falante instalado na tampa do meu toca discos baratucho. Com tal equipamento, dir-se-ia não poder ser a voz tão límpida e sonora como desejaria; no entanto, se bem recordo, nada perdia do seu romantismo que tanto a alma me massageava.
…” Et j’ai crié, crié, / Aline! / Pour qu’elle revienne / Et j’ai pleuré, pleuré / Oh! J’avais trop de peine”…
Corria o ano de 1965, experimentava as duras realidades da caserna e a saudade do meu lindo amor. O compacto girou, girou, até que os riscos e ruídos passaram a arranhar meu frágil e sensível coração…
Christophe faz parte de indeléveis memórias de um período de vida extremamente rico, onde não faltaram riscos e momentos muuuuiiito loucos…
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