O dia de ontem foi especialmente depressivo para mim. Eventos de vida cuidadosamente programados com muita antecedência, foram afinal cruelmente dissolvidos quando ainda faltam mais de trinta dias para a data. Sabia que poderia, nas presentes circunstâncias, haver algum adiamento, mas a esperança sempre é a última que sucumbe.
Reli o que escrevi aqui no blog ao final de fevereiro: “Afinal o coronavírus é ou não um vírus coroado? Rei da vez, absolutista rei do mundo que o mundo deixa cagado de medo, propelindo as economias a deslizar ladeira abaixo, gerando desemprego, crise, a fome que logo poderá ir chegando sorrateira…”. Mais tarde, referi-me aos perigos da histeria: “A História conta-nos muito sobre a letalidade da histeria, que pouco fica a dever à mortalidade pandêmica. Parar o Planeta resolve o surto?”. E voltei alguns dias depois: “Tsunami viral, global! Como sobreviver à peste e sobreviver à fome, que é outra forma de peste que já se instala e alastra com as economias em desastrosa paralisia?”.
O assunto é tão polêmico quanto crucial e de decisão extremamente problemática. Miséria já será apenas mitigável no pós vírus, porque estabelecida ela já está com o desemprego em massa que sabemos estar em curso em todos lugares industrializados, porque somando a esse surtasso, os donos da energia fóssil pulverizaram o sistema com um damping de preços que inviabilizaram investimentos industriais. Todo o mundo pra rua e já agora, todo o mundo de volta para a caverna, como queriam os talibãs…
Em tempo: POLÍTICO É O MAIS PERNICIOSO E PERIGOSO DOS VÍRUS.
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