
Avalio-me em silêncio, na tentativa de traçar alguma estratégia que me conduza à sobrevivência nessa nova pandemia global, para a qual até este momento não há tratamento e muito menos vacina. Mas não tardo a concluir que nenhuma estratégia existe ao meu alcance. A braços com alergias respiratórias e sinusite, encontro-me assim incluido nos grupos entre os quais esse andaço é mais letal. Lembro-me que durante o surto de H1N1 em 2009, eu morava em Singapura e era mandatório medir a temperatura várias vezes ao dia, preencher uma planilha com esses dados e outras informações, assinar e entregar na administração da Empresa. Nesse tempo, com “apenas” sessenta e cinco anos e em plena atividade, eu achava tudo aquilo um desperdício de tempo.
Hoje, no dia em que completo os meus Setenta e Seis, conquanto feliz por continuar entre os vivos, assumo-me um bocado mais preocupado que naquele tempo e disposto a cumprir de melhor grado uma rotina semelhante, se tal me fosse exigido. Por agora, contudo, estou mesmo é interessado em saborear as gostosuras que a Nina está preparando para a minha comemoração…
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