O velho casal compareceu com antecedência para um pré agendado ecocardiograma com imagem colorida com doppler, daqueles que garfam uma boa fatia do teu empobrecido orçamento. O local é moderno, esmerado, de primeiro mundo, dentro de um hospital particular de nome brilhante, mas a exagerada antecedência acabou em longa e impaciente espera. Era já significativamente excedida a hora agendada, quando a mulher foi finalmente chamada e de volta estava escassos dez minutos após.
“Já?!”, admirou-se o homem; “Sim, foi rapidinho!”, respondeu, acrescentando: “O resultado vai sair agora mesmo, mas teremos de ir buscá-lo em outro prédio”. E lá foram para outro prédio onde, sem demora, lhes foi entregue um envelope rígido de excelente aspecto gráfico, decerto contendo as informações solicitadas pelo cardiologista.
Mal chegados a casa, abriu-se o fancy envelope, retirou-se e leu-se de pronto o conteúdo. O casal estava pálido: O laudo falava em arritmias e anormalidades ventriculares e outras tantas auriculares e atriais – um pavor…um pavor! “Como pode, se tu nunca foste diagnosticada com arritmias?!” – “Isso não pode ser verdade!”…
A mulher, apavorada e incrédula, deu finalmente atenção ao cabeçalho do documento; O laudo referia-se a um paciente de nome masculino e presentemente “em regime hospitalar”!
Ufffa!…
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