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Archive for Novembro, 2019

Amigos…

Em curtíssimo tempo, amigos antigos parecem não ser mais que antigos amigos. Explicações de causas e motivos, emotivos ou não, levam ao lugar comum de que na vida tudo tem uma duração, incluindo nisso, amigos daqueles que julgávamos, seguindo a canção, guardar no fundo do peito. Guardar e sermos guardados, porque nunca existiu amizade de uma só via.

O tema perturba-me e tende a levar-me à tristeza. Abandono-o, pois, aqui, nesta rua sem saída…

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Folhas d'Outono
 
Parece solitária, a criatura!
Será que chora desventura
e carece apoio e ternura?
Ah o Sol d’outono a aquece;
Mas é calor outro que carece
…ou ao menos assim parece…
Tadinha da criatura solitária!
Ajudaria criatura solidária?…

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Aqui vamos nós por este caminho,

mão na mão, coração no coração…

envelhecendo assim, deste jeitinho,

com carinho e compreensão…

 

Aqui estamos nós, sempre ligados!

Às vezes ternos, sorrisos largos…

Às vezes amuados ou até zangados,

viramo-nos até as costas, amargos!…

 

Mas depois tudo volta ao seu lugar

que a bonança nunca  é de tardar

e as tormentas são de curta duração.

Encaremos então a crua realidade,

que tudo tem um prazo de validade;

E, como  a vida não é uma exceção…

…vivamo-la com toda a paixão!

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A Muqueca

Dia chuvoso e frio, magnífico para sentar no conforto do lar, explorar a interneta em tudo o que seja feliz, feliz, que é como quem diz, que não fale de miserandos políticos e suas matreirices de raposa que se locupletam descaradamente com o produto de quem trabalha. Eu não mais trabalho como trabalhava, que é como quem diz, não faço porra nenhuma que acrescente alguma significância ao bolo escamoteado pelos tais filhos-da-puta estranhamente lá colocados por quem gera o tal bolo que alimenta os tais filhos-da-puta e assim sucessivamente…
 
A Nina comprou um dia destes um par de exemplares de Red Fish pescados nos bancos da Terra Nova e depois feitos tijolos híper congelados a tal ponto, que mais pareciam haver sido criogenados em N2! Ora o Red Fish – vermelhinho como o nome sugere, é o pitéu preferido de um dos pitéus preferidos de lusitanos feito eu: O voracíssimo bacalhau – ou cod fish, que é pro Red Fish não ter de ir ao dicionário. Com os vermelhinhos, a Nina cumpriu o que havia prometido experimentar e preparou para este invernoso dia, uma mukeka dos deuses, que não tenho dúvidas em situar entre as melhores que já provei, desde os tempos em que se viam aves voando de costas! Aprovadíssimo!…

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Hoje é Domingo – dia semelhante a todos os outros dias dos meus dias de simples mortal ex-extremado destemido trabalhador dos poços de petróleo no meio do mar, presentemente reduzido a um far niente tão ou mais mortalmente perigoso que o exalar de H2S pela boca escancarada de uma mesa rotativa. Acompanhado, como sempre, da minha +quetudo, subi esta manhã a chuvosa, nevoenta e fria mas sempre maravilhosa serra da Arrábida em andamento lento e meditativo, arranhando prazeirosamente enquanto conduzia, a costura da perna do jeans dela, como se harpejasse as cordas da “outra”…

E ela ali está agora, ao alcance do admirar do meu olhar – mudo e respeitoso olhar! O instrumento guitarra que estou a anos-luz de dominar ao nível a que me atrevo imaginar dominar. Estudo acordes que a minha mão não logra alcançar, digito exercícios de solos impossíveis para meus artríticos e emprerrados dedos, comandados por um cérebro que julgo reduzido a meia dúzia de heróicas estoicas remanescências neuronais, as quais bombardeio a cada momento com pentatônicas que sempre acabam em frustrantes cacofônicas… Voilà!

Frustrado por insuportável e vexante sentimento de insuficiência neuronal, insisto todavia e prossigo no uso dos energéticos suplementares que logro separar e extrair das minhas próprias vaidades, para auto alimentar-me, autoalimentando meu ego. Por isso eu sonho com mais fancy guitars que eu possa pendurar nas paredes do studio. Isso é, em última análise, um alimento para as tais minhas vaidades, enquanto tento convencer-me a mim próprio e as pessoas do meu núcleo, de uma hipotética proficiência musical que na realidade atualmente não possuo…

 

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Escuta!

Tão pequena é minha voz

e de rouquidão atroz

que mal se faz ouvir;

Quisera fazer-me escutar

e a voz plena gritar

o que a alma está a sentir…

 

E o que a minha alma sente,

meu coração não desmente

e bate forte em descompasso

Nestes tempos de ira e perigo

Escolho os caminhos que sigo

e testo o terreno a cada passo…

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