Eis que as velhas potências coloniais estendem significativamente suas unhas em direção à riquíssima Amazônia brasileira, que ciclicamente e num crescendo, desde há muitas e muitas décadas sofre os efeitos de secas com altas temperaturas e baixa humidade – tal e qual como as que se verificam na Grécia, Turkia, Portugal, Espanha, Itália, Califórnia…Resultando em gigantescos incêndios florestais, ateados por incúria, ou propositais por criminosas razões de interesse, ou por pirômanos inqualificáveis.
O que a Amazônia precisa é de ajuda em meios de combate, do tipo da prestada aos países europeus – entre os quais figuram o meu próprio, na qualidade de um dos mais habituais e conhecidos incendiários do meio ambiente, com enorme e vergonhosa perda de vidas – humanas e silvestres. Muito longe de uma preciosa ajuda, há uma orquestrada e oportuna ofensiva política contra uma eleita administração federal de cor política diferente daquela que ao longo de desassete anos não conseguiu evitar esse tipo de terrífica devastação florestal.
Em quarenta e quatro anos vividos no Brasil, não lembro, fora das épocas chuvosas, de uma floresta amazônica completamente livre do flagelo das queimadas. Na última década, é claro que tudo se agravou pelas mudanças climáticas, que incluem diminuição das chuvas e aumento das temperaturas.
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