Flor de Liz – palavra e símbolo, remetem-me de forma automática a Alexandre Dumas e às aventuras dos Três Mosqueteiros. Nos meus teen, abria aleatoriamente um dos três volumes originais da obra e caía na releitura com a avidez da primeira vez. A belíssima e perigosa Milady de Winter (Milady Clarick ou Milady simplesmente), escondia em seu ombro La Fleur de Lis tatuada a fogo, que era ao tempo, a marca da infâmia e do crime…
***
Minhas distrações e singularidades vêm rendendo algumas risadas e gozações. Na mais recente, entrei no banheiro após uma caminhada; Livrei-me da roupa suada até que chegou a vez da cueca, que retirei enquanto levantava a tampa do sanitário para aliviar a bexiga antes de entrar no chuveiro. Adivinha para onde eu joguei a cueca!…
No verdureiro aqui perto de casa, entro sozinho com alguma constância para comprar frutas tais como bananas ou tangerinas, mas tenho de ser acompanhado se a necessidade for de legumes de qualquer espécie. Se me pedir rúcula, há grande probabilidade de eu aparecer com agriões ou outro qualquer vegetal. Dia destes, enquanto a Nina fazia o pagamento no caixa, eu saí pelo piso irregular da calçada em direção a casa…empurrando o carrinho do mercado! Só dei conta porque olhei para trás: Ela de braços cruzados, batendo a ponta do pé direito no chão e com cara de disposta a fusilar-me.
