Revezo-me comigo próprio na tarefa de manter-me ativo, mesmo que aparentemente improdutivo. Apelamos, eu e aquele meu outro eu, à alma, que sabemos resiliente, porque o corpo, este corpo que eu tenho só quer mesmo é dormir. E o sono é, alguém terá dito, nada mais que a antecâmara da morte.
Nesta semana de homenagens às mães eu também lembrei da minha. Se fosse viva, ela teria completado 97 e certamente estaria muito mais preocupada comigo do que com ela própria. Diria que estou magrinho e me mandaria “comer e beber prá frente” que esta vida são dois dias! Penso que também me diria que fazer uma curta sesta feito o meu pai é benéfico, mas dormir muito faz mal. Tá, mãe, eu vou resistir e não cair no sono enquanto leio…
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