“Viver para viver terá mais razão de ser que viver por viver?”
Despertei no meio da madrugada de bexiga cheia e enfrentando essa questão idiota posta por todos os meus dois restantes neurônios. Enquanto descarregava os fluidos, ocorreu-me que esses fluidos foram separados para me manter vivo e que nesse ínterim, uma infinidade de complexos e encadeados eventos químicos e físicos na minha máquina de viver, não davam a mínima para filosofias e jogos de palavras, tendo por única razão e objetivo o manter-me fisicamente vivo. Bem…eu sei que o cérebro é componente de controle dessa dita máquina de viver e foi de dentro dele que saiu essa idiotice que me perturbou o soninho. E perturbou mesmo, porque, voltando para a cama, os cretinos (meus dois neurônios), trouxeram para a área o filme “Vivre pour vivre” para infernizar ainda mais a minha noite. Agora que a noite já era, reencontro-me constatando que vivo para viver a realidade da sorte que me coube como um ser biológico, terráqueo e, até ao momento, sobrevivente…
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