
Revelo-me e rebelo-me amiúde contra uma paralela identidade que em mim julgo habitar e cujo difícil, irascível e depressivo temperamento nem sempre logro controlar. O pior é que com demasiada frequência eu ofereço-lhe meu próprio apoio, particularmente nos momentos em que me encontro com a tristeza, como se me sobrassem razões para com ela, com a tristeza, sair por aí de braço dado. Nesses lentos e tortuosos passeios, flagelo-me e digo que…
“…nada, afinal, ao longo da vida aprendi!…
Na verdade, acho que até desaprendi
tantas e valiosas lições do passado;
Reconheço-me em pleno retrocesso,
a memória parece ter entrado em recesso
deste jeito, esquecido e desinteressado…”
Depois, de regresso a mim, de mim sacudo diligentemente os contaminantes antes de me encontrar com ela, com a minha maisquetudo, minha alegria, abraçá-la, beijar seus lábios e com ela sair por aí de braço dado. Nesses lentos e maravilhosos passeios, massageio-me e pondero que…
“…devo «curtir» o todo do futuro que me resta
do presente viver melhor tudo o que presta
e que no dia a dia surge e se me oferece;
Devo extrair o que de bom possa encontrar
todas as belezas do meu mundo fotografar
e, sobretudo, nunca cansar de te amar, amar…”