As trilhas de um novo ano nada têm de novo, aprendi. Esse aprendizado foi-me servido ao longo de muitos e muitos anos em que pude constatar que as trilhas da vida envelhecem conosco, tornam-se mais pesadas e pedregosas, resultando em caminhadas cada vez mais penosas…
O “Novo Ano”, é nada mais que um lapso de tempo no tempo, no decorrer do qual se repetirão o Bom, o Mau e o Terrível. Como sempre, uma boa parte do que nos tocar dessas três possibilidades terá muito a ver com as nossas próprias escolhas e opções. Outra parte será integralmente atribuída à fatalidade de um filosófico destino habitualmente dito “traçado” e a que vivalma alguma, por mais privilegiada que seja, logrará fugir.
O doloroso calo na planta do meu pé esquerdo está a dizer-me que no seu sítio permanece e lá permanecerá apesar do novo ano, e deixa claro que, de acordo com o meu destino gravado na base de dados da nuvem, me infernizará sem piedade nas minhas já tão sofridas caminhadas pelas envelhecidas veredas de setenta e quatro réveillons…
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