
Navegar pode ou não ser preciso, a depender do humor e circunstância. No entanto, mesmo que no meu humor vigente neste momento se encontre fortíssimo desejo de navegar, navegar, navegar através de mares de alterosas e frias águas aproveitando uivantes, propelentes ainda que ameaçadoras e traiçoeiras ventanias, a circunstância amarra-me o humor navegante através de múltiplos nós-cegos aos cabeços do cais reservado aos jurássicos seres que no mar deixaram os sonhos. Porque minhas épicas navegações são agora, pois e tão somente, sonhos exalados de tempos idos, adicionados a uma manifestação de pura inveja dos intrépidos jovens que o poderoso mar enfrentam com ousadia e força maiores que aquelas prometidas pela natureza humana, velejando ao redor do Planeta numa corrida aparentemente insana ao encontro do mesmo: Chegar primeiro para ganhar as vantagens do vencedor porque, como nos tempos dos intrépidos conquistadores, “The winner takes it all”.