
Devo reconhecer-me macambúzio nestes últimos dias dos poucos dias que me separam do meu novo e aterrador status. Por enquanto, acho-me caminhando para o cadafalso onde serei executado como elemento produtivo, útil, útil…até que a minha cabeça role no patíbulo e pronto.
Não culpo ninguém, todavia, porque é orgulho meu o indelével orgulho de haver sido prestigiado pelos meus empregadores e colegas de trabalho até ao derradeiro minuto. E esse derradeiro minuto acontecerá porque foi minha e tão somente minha própria vontade e decisão de retirar-me, após dezenas de anos de dedicação e luta nos campos de petróleo no meio do mar, ou mais recentemente, em projetos ao petróleo ligados. Aos que comigo trabalharam, os meus riscos enfrentaram, me apoiaram e prestigiaram, recebam o meu reconhecido agradecimento.
Agora, cruzemos essa fronteira, mesmo que por uma vereda psicologicamente agreste, para que iniciemos uma nova era de atividades amenas e dedicação às amadas letrinhas. Assim falei hoje.
Agora, que meu tempo está no fim
e vejo a porteira mui cerca de mim
para que por ela eu saia sem retorno,
À fé que meu coração dá em disparar,
sinto que é mais pesado o meu respirar
enquanto meu olhar passeia em torno…
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