“…Vaguear pelo absurdo revitaliza-me, pela via do que de mais absurdo tem a minha absurda alma. O absurdo contém doses massivas de ilógico, profilática medicação contra os males da fria lógica que contamina e aflige o meu cotidiano.”
O pensamento acima encontra-se em algum ponto de um projeto de livro que poderá jamais passar de projeto. Discorro sobre as minhas longas caminhadas pelos absurdos que povoam o meu mundo interior e que, não raramente, levam a choques frontais em belicosos momentos nos quais sou destratado por mim próprio, vítima e algoz. Mas são também frequentes os acessos de puro gozo numa cadeia de orgasmos seguidos, ao explorar-me nas minhas fraquezas enquanto exploro as fraquezas dos que me cercam no grande circo.
Acabo de cair na gargalhada com a sonora flatulência do aussie da báia ao lado, seguida de um…”Oh Dear…”, logo emendada noutra ainda mais ruidosa, imediatamente coroada com um “Ohrrrrrr! Fuck me dead!!!!”. Estou até agora na dúvida por qual dos orifícios…bom, deixa pra lá!
Deixe sua opinião