“Carne ou frango”? A pergunta, feita pelo aerogajo para inicio de um jantar servido às 01:00 da madruga, soou-me como se estivesse dentro de um avião de uma das companhias americanas e não na “minha” TAP, que até um ano antes eu defendia como uma das poucas que mantinham, na classe econômica, algum resquício do tratamento de outrora. Optamos pelo frango que, frangamente, estava ruim pra caramba. O arroz estava comestível, contudo, e havia um pãozinho – um pãozinho apenas isolado no meio da pequena bandeja! Alguém lembra dos tempos em que passava o cestinho várias vezes oferecendo mais pão? Comi o pudim para adocicar a minha madrugada. Na volta, embarcaremos com sanduíches, etecetera et al.
Sofro atrozmente nestes voos longos, pela minha total incapacidade para dormir. Leio, mas não entendo o que leio. Penso, sem perceber que penso e o que penso. Nulidade absoluta, é como me sinto após meia dúzia de horas de viagem. Na biblioteca do Kindle escolho releituras como exercício para o meu cérebro de mosquito – debalde: O meu cérebro parece perder para um mosquito…
Update: Este texto seguiu a minha recente mania de escrever em voo e retocar/revisar depois dos pousos, antes de postar. Porque o cérebro não havia voltado ao tamanho normal, deixei escrita uma inverdade, que a Nina não tolerou: Como me atrevi a dizer que a “nossa” TAP nos serviu um jantar na madrugada, se foi um desjejum que na madrugada nos foi oferecido?! Aqui fica a correção – pousamos em Lisboa às 03:00, hora de Brasilia.
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