Esta coisa chacoalha feito peneira, aqui na cozinha. Assento 28A de um A320. Há alguns dias ocorreram algumas tonturas que imediatamente atribuí a uma provável volta das crises de labirinto experimentadas há alguns anos. Decorrida meia hora de voo sob forte turbulência de alto nível, nenhum efeito indesejável surgiu para além do incômodo natural habitual. Isto pode ter bons ou maus significados: 1-A crise de labirinto foi superada; 2- Não era crise de labirinto e nesse caso, como não sei o que poderá ser, opto por esquecer os dois dias em que andei com a sensação de que caminhava sobre algodão.
Eu não moro no município do Rio de Janeiro, nem sou eleitor. Há também a considerar a minha tão repetida aversão aos políticos de todas as tendências. Mas ontem minha atenção voltou-se para alguns posts da Cora (Ronai) e acabei sentindo o drama em que o carioca, sempre disposto a alvejar os próprios pés, arrumou nesta eleição para Prefeito da capital. Para escolher o menos ruim de dois no segundo turno, eles têm à disposição um Marcelo que poderá vir a ser um Freixo-da-Espada-à-cinta das esquerdas mais radicais e um Marcelo, da família dos Crivellas, brandindo radicalmente as Cristianas escrituras, que poderá tentar arrastar para dentro de um estado que se quer laico. O problema é mesmo complicado porque nós, os de fora mas que seremos afetados de muitas formas, não poderemos gritar: “O diabo que escolha!!”, porque desta vez, ele, o diabo, não irá mesmo querer se envolver…
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