Está tão serena, a minha madrugada!
Um tanto fria, mas nem tão fria assim…
Meus sonhos da noite em revoada,
partiram em grupo, feito passarada
e me deixaram assim, pensativo em mim…
E, de pensamento em pensamento,
repassei da vida tantas memórias…
Com o olhar posto no firmamento
lembranças correram como o vento
pelas minhas derrotas, minhas vitórias…
Terão minhas vitórias superado as derrotas?
Terá tudo por que eu passei valido a pena?
Se recomeçasse trilharia eu as mesmas rotas
com a mesma alma que sei não ser pequena?
Questiono-me, madrugada a fora, à claridade
que lentamente rompe a escuridão estrelada…
Decido-me enfim por isolar-me da vida passada,
posto que é no presente que mora a realidade…
Agora o Sol era já Rei inconteste, imperador!
Eu? Aqui estou, aquele mesmo madrugador
que prematuramente cansado irá trabalhar!
Posto que é no presente que mora a realidade,
iniciemos mais este dia e enfrentemos a verdade:
Permaneço vivo! E vivo, quero, sim, continuar!
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