Clarissa Dalloway ainda não me pegou por inteiro, que eu ando de mente dispersa. Dispersa e sem pressa, como se meu tempo não mais conte, exatamente quando tanto conta. Bebo, pois, meu tempo, dando bicadinhas na taça só para sentir e degustar aquele néctar restante, que não tenho como quantificar. Que bom, que não posso quantificá-lo! Então porquê açodar-me para saber tudo sobre Mrs Dalloway, se posso a passo e passo seguir-lhe os passos sem apressar-me?
Hoje, no refeitório da Base, comi meu feijão com arroz como se fosse o primeiro, escutei dos circunstantes as vantagens que eles riam. Ri também de cara séria – minha gargalhada se perdeu nos drenos…até que lembrei que o que se leva desta vida é o que se come, o que se bebe, o que se brinca, o que se f#@**de, Ai! Ai! Pior é que esses meus “ais” são mesmo de dor, não de orgasmo.
PS: Eu sentei disposto a escrever para “Contos e Crônicas” do Grupo “Literatura Goyaz”. A minha pretensa crônica saiu o avesso do próprio avesso sem futuro no pretérito.(Ai, Ai!)
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