
O meu tempo escoou-se nos anais do tempo, os valores foram-se modificando seguindo as múltiplas partituras das sinfonias à sobrevivência. Polifônicas, por vezes românticas e poéticas melodias de doce e suave envolvência, logo seguidas por cacofonias perturbadoras, estridentes, turbulentas, não raramente culminando em tempestuosas apoteoses de milhares de tímbales.
Movimento-me, sonhador, entre Cessnas e Pipers de uma Escola de Pilotos nos arredores de Curitiba, transportado às brumas dos meus teen no pequeno aeroclube da cidadezinha em morenas praias, acreditando que poderia vir a ser um comandante cruzando os ares do Planeta tripulando as mais avançadas aeronaves. Agora, entre Cessnas e Pipers, realizo que os ares do Planeta que cruzei, cruzeio-os não apenas como simples passageiro mas como um eterno piloto frustrado. “Errei feio”, avalio. “Ou talvez não”- concluo…
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