Sem querer descumprir a promessa de não voltar com o tema das minhas viagens Niteroi X Macaé, descumpro-a, todavia e momentaneamente, para usá-lo como ferramenta para alinhar as agulhas que poderão reconduzir-me aos trilhos das crônicas mais ou menos regulares que tinha o hábito de criar, ainda que, muito frequentemente, decidisse não as postar, abandonando-as ao limbo do tempo.
É verdade que o exercício de conduzir a minha velha viatura durante pelo menos duas horas e meia a considerável velocidade numa via reconhecidamente perigosa, parece revolver o fundo do lago das minhas ideias e memórias, forçando-as para a superfície onde permanecem ao “som da água” por algum tempo. De ordinário, escancaram-se em risos de escárnio se, como é mais vezeiro, não logro recolhê-las para bordo antes que voltem a afundar…
A viagem de hoje, atipicamente numa segunda feira, atiçou-me a vontade de voltar a produzir aquelas crônicas que ninguém lê e a que convencionei chamar de “Mukandas”, mesmo que mukandas não sejam, precisamente porque ninguém as lê. Preciso retomar-me das garras do meu Eu que se tornou perigosamente desinteressado e dorminhoco, tomado de um cansaço doentio que me está adoecendo.
Assumo-me pois, de volta, ou pelo menos assim o espero…

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