Branco é, galinha o põe, mas a verdade é que o ovo nem sempre é branco. Pode até muito bem ser castanho claro, azul às riscas ou vermelho de raiva como estou agora, que, uma vez quebrado, revela-se invariavelmente amarelo e branco. A não ser que esteja fecundado ou podre, bem entendido (aargh!)
Não, não tenho a imaginação e genialidade de uma Clarice Lispector para me atrever a sair por aí fora dizendo cobras e lagartos do ovo, do ovo, por mais ovo que ele seja. Como ela muito bem disse, “ovo visto, ovo perdido”. Melhor ainda, tem de se caminhar leve, que é “para não entornar o silêncio do ovo”.
Mas então, porque faço eu um arrazoado sobre o ovo e apelo para Clarice, que tanto sobre o ovo disse? A explicação é que estou de ovo virado! Também estou cansado, esfalfado, suado e, como disse, de ovo virado porque não tenho água quente para tomar um decente e relaxante banho de chuveiro. Putíssimo do ovo, aqui fico eu na função de esquentar água no fogão para um banho de chaka-chaka…
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